Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Salada de Morangos, Requeijão e Nozes Caramelizadas... porque agora sim!

Agora sim!

Agora já são belos e bons os maravilhosos morangos. Os morangos doces, vermelhos e suculentos. Os morangos que me sussurram ao ouvido anda… vem passear… o verão está a chegar…

E eu saio à rua e inspiro o ar de tarde do Marçagão, um ar quente e caloroso, pois já diz o ditado “… à tarde Verão”



E é oficial que, para mim, acabou o frio, as nuvens e os anoiteceres demasiado precoces. Sinto uma energia renovada, sinto-me forte e animada. É assim que o sol ofuscante me faz sentir.




E, apesar de no fundo saber que os dias de praia ainda vão demorar um pouco a chegar, não resisto a trazê-los um pouco mais perto com uma salada fresca e deliciosa. E o que mais colocar na minha salada senão os reis da estação? Os morangos…

… os suculentos, vermelhos e doces morangos. Porque agora sim, os maravilhosos morangos já são bons além de belos.



Ingredientes

Para as Nozes
  • 1 punhado de nozes
  • 1/2 c. sopa de creme vegetal
  • 1/2 c. sopa de Mapple Syrup
  • 1 pitada de Sal

Para o Molho de Morangos
  • 5/6 morangos
  • 1 c. chá de creme balsâmico (usei de figo)
  • 1 c. chá de vinagre de cidra
  • 2 c. sopa de óleo vegetal
  • 1 c. chá de requeijão
  • 1 pitada de sal
  • 1 c. chá de sementes de Papoila
Para a salada
  • Folhas de espinafres bebé q.b
  • 1/2 requeijão Magro
  • Morangos laminados
Preparação

1. Numa frigideira anti-aderente deixar tostar as nozes em lume médio-alto, sem deixar queimar.

2. Juntar o creme vegetal e deixar derreter. Assim que as nozes estiverem envolvidas pelo creme juntar o mapple syrup e o sal. Baixar o lume e deixar caramelizar, mexendo ocasionalmente, até que o liquido reduza. Isto não deve demorar mais do que 2/3 minutos, deve ter-se o cuidado de não deixar queimar.
Deixar arrefecer.

3. Colocar os morangos, o sal, creme balsâmico, o requeijão e o vinagre no copo da bimby, ou num robot de cozinha, e pulsar o turbo algumas vezes para misturar. Com a máquina em velocidade 7-8, juntar pelo bucal o óleo até que a mistura fique cremosa. Parar a máquina e juntar as sementes de papoila. Reservar no frigorifico.

4. Montar a salada com as folhas de espinafres e esfarelar o requeijão. Juntar os morangos laminados, as nozes caramelizadas e regar com o molho.

Bom Apetite, Su

Terça-feira, 27 de Março de 2012

Pão (quase) Tigre versão Integral nos Daring Bakers

Sara and Erica of Baking JDs were our March 2012 Daring Baker hostesses! Sara & Erica challenged us to make Dutch Crunch bread, a delicious sandwich bread with a unique, crunchy topping. Sara and Erica also challenged us to create a one of a kind sandwich with our bread!

Scroll Down for the English version of the recipe



Fiquei deliciada, e tremendamente assustada, ao ver o desafio deste mês dos Daring Bakers. Adoro Pão Tigre… mas iria conseguir obter o aspeto fantástico de uma crosta perfeitamente quebrada e dourada?

A verdade é que o resultado final não foi, de todo, o que eu ansiava. Sobretudo ao ver os resultados alcançados pelos outros Daring Bakers.



Restou-me, por isso, o resultado em termos de sabor e textura. E esse sim, superou largamente as minhas expetativas. A crosta… caros leitores… a CROSTA!!
É quase impossível resistir a devorar a crosta toda de todos os pães. A crosta é, de facto, o ponto chave neste tipo de pão até porque a receita escolhida para o mesmo pode ser qualquer uma.



Confesso que, depois da minha experiência, concluí que um pão mais leve e bem fofo será a escolha acertada para contrastar com a crosta do Pão Tigre. A minha versão de pão integral é um pão mais consistente e ainda que eu goste bastante de pão mais maçudo, bem sei que o mesmo não acontece com a generalidade das pessoas.





Não obstante, eu gostei muitíssimo do resultado e da combinação. Devorei este pão quentinho saído do forno com creme vegetal e até o Nuno se rendeu.

Como o desafio pedia ainda criação de uma sandes para o nosso Pão Tigre, eu resolvi elaborar algo a partir do que tinha disponível lá por casa. Folhas verdes, sabores suaves e fortes, cremosidade e uma pitada de irreverência foi, portanto, a minha escolha.

Ingredientes

Para o Pão
  • 1 saqueta de fermento seco (usei Fermipan)
  • 1/4 chávena de água quente
  • 1 chávena de leite quente
  • 1 c. sopa de açúcar
  • 2 c. chá de óleo vegetal
  • 4 chávenas de Farinha Integral
  • 1 pitada de sal 
Para a cobertura
  • 1 c. sopa de fermento seco
  • 1 c. sopa de açucar
  • 1/2 chávena de água morna
  • 1 c. sopa de óleo vegetal
  • 1 pitada de sal
  • 1 chávena de arroz
Para a sandes
  • Folhas de espinafre baby
  • 3 fatias de peito de Frango Magro
  • Metade de 1 tomate seco médio/grande
  • 1 c. sopa de créme frâiche
  • 1 pitade de tomilho
Preparação
1.  Colocar o arroz no copo da bimby e triturar no turbo de forma a obter farinha. Reservar.

2. No copo da bimby colocar o fermento, a água, o leite e o açúcar e misturar 15 seg, vel 5. Deixar descansar por 15 minutos.

3. Juntar o óleo vegetal, o sal e duas chávenas de farinha. Envolver durante 15 seg, vel 4. Ligar a máquina na vel 4 e deitar a restante farinha pelo bocal aos poucos. Parar a máquina e programar  5 minutos, vel espiga.

4. Colocar a massa numa superfície enfarinhada. Amassar durante 2 ou 3 minutos até ficar macia. Tapar numa taça e deixar levedar por cerca de uma hora ou até dobrar de tamanho.

5. Retirar da taça e dividir em 6 ou 7 porções iguais. Dar forma de bolinhas e colocá-las num tabuleiro de ir ao forno forrado de papel vegetal. Deixar ao ar durante 15 minutos.

6. Enquanto os pães descansam, fazer a cobertura. Juntar todos os ingredientes no copo e programar 30 seg, vel 4. Deixar repousar por 15 minutos e colocar generosamente sobre as bolinhas de pão, tentando cobrir todo o topo e os lados do pão.
Deixe repousar por mais 15 minutos e levar ao forno pré-aquecido a 190º por cerca de 30 minutos ou até que o topo esteja quebrado e douradinho.

7. Montar a sandes com as folhas de espinafre, o peito de frango e o tomate seco. No topo colocar o créme frâiche e uma pitada de tomilho.

In English

Ingredients

For the Bread
  • 1 sachet of dry yeast (I used Fermipan)
  •  1/4 cup of hot water
  • 1 cup of warm milk
  • 1 tablespoons sugar
  • teaspoons vegetable oil
  • 4 cups of flour Integral
  • A pinch of salt
For the topping

  • tablespoon dry yeast
  • tablespoons sugar
  • 1/2 cup of warm water
  • 1 tablespoons vegetable oil
  •  A pinch of salt
  •  One cup of rice 
For the sandwich

  • Baby spinach leaves
  • 3 slices of lean chicken breast
  • Half a sun dried tomato medium / large
  • 1 tbl créme frâiche
  • 1 pinch of thyme
Method

1. Place the rice in a kitchen robot and grind to obtain flour. Reserve.
2. Combine the yeast, water, milk and sugar and mix well. Let stand for 15 minutes.
3. Add vegetable oil, salt and two cups of flour and blend carefully. Stir in the remaining flour and keep on kneading until soft. Put the dough in a bowl and let dough rise for about an hour or until doubled in size.
4. Remove from bowl and divide into 6 or 7 equal portions. Form little balls and place them on a baking tray lined with parchment paper. Allow to air for 15 minutes.

5. While the loaves are resting, make the topping. Add all ingredients in a cup combine. Let stand for 15 minutes and then spread generously on bread dumplings, trying to cover the entire top and sides of bread.
Let stand for 15 minutes and lead to a preheated oven at 190 ° for about 30 minutes or until the top is broken and bubbling.

6. Assemble the sandwiche with spinach leaves, chicken breast and sun dried tomatoes. At the top put the creme fraiche and a pinch of thyme.


Bom Apetite, Su

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Peito de Frango Parmesão Light... e os "e se's" da nossa vida

Parei, mesmerizada com a ínfima possibilidade, com o “e se” a borbulhar dentro da minha cabeça. E era um “E SE” forte, crescente, gritante. A cada minuto que passava a possibilidade agigantava-se dentro da minha mente e, subtilmente, parecia querer transformar-se numa realidade próxima… ou eu queria transformá-la.




O sangue começou a borbulhar-me nas veias, a antecipação e excitação começavam a dominar-me e as ideias fluíam, agora, de forma agitada e azafamada.

Penso e repenso, visualizo e proponho-me a executar. Sou assim, quando penso em fazer algo nada me demove a fazê-lo. E é para hoje, para agora… não consigo deixar para amanhã ou para depois.



O marido lá me acalma a exaltação, e aconselha-me a avançar mas de forma mais calma, mais ponderada. E afinal ele tem razão. O sucesso também depende de um planeamento cuidado, para uma execução perfeita.

Mas eu sei, que agora que decidi, nada me poderá fazer voltar atrás.



E tal, como essas decisões da vida que tomamos de um momento para o outro e que sabemos, do fundo do nosso ser, que não poderemos voltar atrás, também este prato foi selecionado para ser o nosso jantar numa destas noites. Entusiasmei-me quando o vi, decidi que teria de o fazer o mais rapidamente possível. Depois parei para pensar… precisava de descongelar o frango e de reunir os ingredientes necessários ou corria o risco de me desiludir com o resultado final.
Mas eis que, tudo feito com calma e ponderação, terminou numa refeição leve e absolutamente deliciosa…   

Ingredientes
  • 2 peitos de frango
  • Pão integral (usei caseiro) q.b
  • 1/3 chávena de queijo da Ilha ou Parmesão ralado + 1 c. chá por cada peito
  • 1/2 chávena de farinha de Trigo
  • 1 clara de ovo (de preferência biológico)
  • 1 c. sopa de água
  • Nozes para topping a gosto
  • Sal
  • Pimenta
  • 2 c. sopa de pasta de tomate
  • água a ferver q.b.
  • 1 c. chá de oregãos
  • 1 fio de azeite
Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 220º

2. Arranjar e limpar muito bem os peitos de frango. Temperar com sal e pimenta.

3. Num processador ralar o pão juntamente com o queijo. Colocar num prato raso.

4. Num outro prato raso colocar a farinha e num terceiro a clara com a colher de sopa e bater ligeiramente com um garfo.

5. Passar o peito de frango pela farinha, seguidamente pela clara de ovo e finalmente envolver bem no pão ralado. Dispôr num tabuleiro com papel vegetal e levar ao forno cerca de 15 minutos ou até que o pão fique douradinho.

6. Numa taça, juntar a pasta de tomate com o fio de azeite, os oregãos e a água a ferver de forma a fazer um molho algo consistente. Temperar com sal e pimenta.

7. Retirar os peitos do forno, colocar por cima de cada um um pouco do molho de tomate e polvilhar com a colher de chá do queijo ralado. Levar ao forno até que o queijo derreter. Servir com arroz branco ou com uma salada.


 




Bom Apetite, Su

Terça-feira, 20 de Março de 2012

Quinoa de frutos vermelhos para o pequeno almoço de uma bailarina adulta

A bailarina adulta cresceu, já não é uma menina com sonhos e a vida inteira para os concretizar. A bailarina adulta receia colocar os collants cor de rosa e as sapatilhas que parecem nada ter a ver com a sua idade. Ela preocupa-se com a alimentação e com a sua forma, pois sabe que subir numas sapatilhas de ponta será mais fácil se o seu corpo estiver devidamente preparado e forte. Ela aprecia o seu pequeno-almoço repleto de nutrientes, vitaminas e minerais combinado com belíssimos frutos vermelhos, salpicado de nozes e um pouco de um qualquer doce natural, enquanto a sua mente vagueia na antecipação da aula ao final do dia.





A bailarina adulta não vai pela mãos dos pais, ela chega, apressadamente, à escola de dança de fato e saltos altos, depois de um dia de trabalho extenuante. Troca-se rapidamente, enfia os inicialmente temidos collants, e prende o cabelo de forma minuciosa e delicada. Sente-se tímida perante as bailarinas em miniatura que são vestidas pela mãe e por aquelas que têm metade da sua idade e o quádruplo da experiência no ballet.



Mas assim que desliza para o estúdio de dança e vê a barra ela esquece qualquer timidez.
A bailarina adulta está ali, não porque foi obrigada a ir, mas porque quer. E ela entrega-se de alma e coração naquela hora que é sua, tentado quebrar vícios de postura e alinhar ao máximo os pés em en dehors e as costas como se estivessem coladas a uma parede.



E no final ela sai como entrou, de fato e saltos altos, porque agora é hora de ir para casa cuidar do marido e filhos. Talvez passar no supermercado para comprar o que falta para o jantar.

Mas ela não sai exatamente como entrou. Ela sai de coque, tutu romântico e sapatilhas de ponta como se estivesse a flutuar por entre nuvens.
A sua alma está leve, rejuvenescida e resplandecente.  O sorriso sincero, de queixo erguido e pescoço altivo, mostra uma bailarina adulta extremamente feliz.



E retoma sua vida com um sentimento de orgulho e concretização muito especial. Na próxima aula ela estará lá à hora em ponto…


Ingredientes
  • 1 chávena de Quinoa
  • 1 chávena de água
  • 1 chávena de leite magro
  • 1 c. chá de aroma de baunilha
  • 1 punhado de mirtilhos + para topping
  • 3 ou 4 morangos + para topping
  • Nozes para topping a gosto
Preparação

1.  Lavar muito bem a Quinoa. A quinoa deve ser enxaguada debaixo de água corrente, dentro de um passador, durante algum tempo de forma a remover a camada que lhe confere o sabor amargo.

2. Uma vez enxaguada, colocar a quinoa numa pequena panela juntamente com a água, o leite e a baunilha. Deixar levantar fervura, reduzir o lume e deixar por cerca de 15 minutos ou até que quase todo o liquido tenha sido aborvido.

3. Juntar os mirtilhos e os morangos partidinhos, mexer com a colher de pau e esmagar os mirtilhos. Deixar cozinhar por mais 2 a 3 minutos - se necesário juntar mais um pouco de água. Desligar o lume e deixar repousar por mais cerca de 5 minutos.

4. Distribuir por pequenos copos individuais e guardar no frigorifico para o pequeno almoço da semana. Na hora de comer, juntar um pouco de leite e um pouco de compota de frutos silvestres baixa em açucar, aquecer 1 minuto no microondas e finalizar com alguns mirtilhos, morangos e nozes picadas.



Bom Apetite, Su

Sábado, 17 de Março de 2012

Convidei para Jantar... Ana dos Cabelos Ruivos

Desde o primeiro momento em que a Ana me propôs ser host do fantástico projeto Convidei para Jantar… que eu soube, instantaneamente, quem gostaria de convidar. E como tal, qual o tema a propor a todos os participantes.

Depois de uma fantástica 2ª edição, recebida pela Suzana, em que trouxemos à nossa mesa grandes chefs e cozinheiros, é com enorme deleite que sou a anfitriã da 3ª edição, a decorrer até ao dia 16 de Abril.
NOTA: As participações deverão ser postadas nos respetivos blogs com referência à página principal do passatempo do blog anasbageri e com referência a esta edição, e deverão ser deixadas aqui na caixa de comentários.
É pois, desta forma, que vos levo a convidar uma das Personagens de Desenhos Animados que mais vos marcou na vossa infância. Como tal, e sendo que no reino da animação tudo é permitido, desafio-vos a subirem às nuvens ou embarcarem aos sete mares, embrenharem-se numa floresta densa e fazerem de um tronco a vossa mesa ou, quiçá, diminuírem de tamanho e jantarem com o mais pequenino do seres humanos…


Creio que desde criança imaginei e esperei por este encontro. Escolhi aquele pequeno pedaço de floresta, quase enfeitiçado, repleto de flores e cantos de pássaros para servir um chá.  Desta vez seria um chá real, com um serviço completo e em perfeitas condições e com bolinhos de verdade. E não poderia convidar a Ana sem convidar também a Diana, claro está.   

Vejo-as, por entre as árvores, de mãos dadas a saltitarem enquanto trauteiam uma canção. Estão atrasadíssimas – calculo que por causa da Ana – mas isso não parece apressá-las. Assim que me vê, a Ana corre para mim de braços abertos, com as suas duas lindas tranças ruivas a saltitarem e dá-me um abraço forte e entusiasmado, tão típico da sua idade de menina.
“Bolinhos!! Ai que bom? São de quê?? Ah… e que serviço de chá tão bonito! Já viste Diana?! E esta mesa linda… vou já apanhar umas flores para fazer um bonito centro. Mas e …”  - Tenho de a parar, tagarela como é, imagino que não passássemos dali e que o nosso chá esfriasse.



Elas apanham as flores, que colocam dentro de uma jarra improvisada e sentamo-nos para conversar… tal como verdadeiras senhoras crescidas.
Falo-lhes nas minhas aulas de ballet e mostro-lhes as minhas sapatilhas o que as deixa verdadeiramente encantadas. A Ana diz-me que uma vez o Gilberto a convidou para dançar mas, claro… “nunca vai acontecer!!! Aquele estúpido, está sempre a chamar-me cenourinha!”. Sorrio, deliciada com a forma pura como os seus olhos revelam que o que diz não é o que verdadeiramente sente.
Conversamos e rimos e, já de barriga cheia, deitamo-nos na relva a observar as folhas das árvores e as nuvens que desenham o céu. A Ana conta-nos histórias cor de rosa, cheias de imaginação e leva-nos às três ao seu mundo de fadas, com riachos e canoas, princesas e histórias de amor trágicas. 


De súbito endireita-se “Que horas serão?! Já é quase de noite… a Marília e o Matias devem estar à minha espera para jantar! Tenho de ir. Vamos Diana, vamos!...”




Agradece-me, com uma pequena vénia – a Ana não seria a Ana sem a sua dose de teatro – e despede-se com um beijinho terno.


E eu sinto-me algo triste porque aquele momento passou demasiado rápido, mas sei que guardarei todos os pequenos momentos que eu, a Ana e a Diana partilhámos. E foram tantos e tão bons...

 
Muffins Integrais de Cranberries e Nozes 

Ingredientes
  • 100 gr Farinha Trigo Integral
  • 70 gr Farinha de Trigo
  • 1 ovo
  • 1 boião de puré de fruta de bebé (usei de Maçã/Banana)
  • 150 gr Açucar
  • 1 punhado de nozes picadas
  • 1 punhado de Arandos Vermelhos (Cranberries)
  • 1 iogurte natural Magro
  • 100 gr Creme Vegetal
  • 1 c. chá de Fermento
  • 1 pitada de sal

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 170º

2. Colocar o ovo, o açucar e o puré de fruta no copo e bater1 minuto, 50º, vel 3

3. Juntar o creme vegetal e o iogurte e programar e misturar 15 segundos, vel 3.

4. Incorporar as farinhas, o sal e o fermento 6 segundos, vel 3.

5. Juntar as nozes e os arandos vermelhos e incorporar bem com a ajuda da espátula.

6. Distribuir por formas de silicone (ou outras previamente untadas), e levar ao forno durante cerca de 20-30 minutos ou até que o palito saia seco. Deixar arrefecer e desenformar.

  Bom Apetite, Su

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Risoto de Beterraba, Maçã, Nozes e Brie... e o senhor dos cravos

As lições de vida e humanidade surgem quando menos esperamos.

Em tempos de crise em que muitas pessoas procuram resistir aos preços elevados, à falta de emprego e até mesmo à depressão em que a sociedade parece estar a mergulhar, ainda há quem nos ensine que não devemos e nem tão pouco podemos pensar apenas no nosso próprio umbigo.


Confesso que hoje em dia já me tornei um pouco mais imune às pessoas que nos surgem a cada esquina a pedir esmola.  Confesso que por vezes não dou simplesmente porque não tenho dinheiro, outras não dou apenas porque acho – ou prefiro acreditar que assim é como forma de desculpa para o meu próprio egocentrismo – que aquela esmola poderá ser mal usada.

E ontem, parada num semáforo, vejo um senhor com um ramo de cravos na mão. O que me despertou de imediato a atenção foi a degradação das suas roupas mas, para minha vergonha, não pensei logo em dar-lhe qualquer coisa.

E eis que vejo ele acercar-se de um camião. O motorista estende a mão com um cigarro, que o senhor dos cravos aceita de imediato, e seguidamente volta a estender mas desta vez com moedas. O senhor dos cravos retira uma das suas belíssimas flores e estende-a ao camionista, mas este recusa.


Foi como que instantânea, a minha vergonha e sentimento de insignificância. Ali estava alguém que muito provavelmente não teria as mesmas facilidades que eu, que certamente lutava para manter o emprego nos dias que correm e que muito provavelmente não receberia nem um terço do meu ordenado. Ainda assim não hesitou em oferecer aquilo que podia. Um cigarro e uma ou duas moedas. Fique com o cravo para vender… ainda lhe disse nas entrelinhas.

Sim, chamei o senhor dos cravos e dei-lhe as poucas moedas que tinha na carteira. Também não aceitei o cravo.
E só lamento ter precisado de assistir a uma ação desta grandiosidade para, eu mesma, agir de forma igual. Uma lição de vida que farei por não esquecer…


E foi assim, um pouco mais humilde, que fui para casa fazer este risoto simples mas tão bonito e colorido. Um risoto com sabor a terra e a tentação. Os sabores são suaves e invulgares em combinações improváveis como a maçã, o brie e a beterraba mas que funcionaram de forma simplesmente genial. E assim brindo a Mané pelo seu aniversário do Bolo da Tia Rosa com os desejos de Parabéns e de uma vida repleta de lições e aprendizagem.

Ingredientes
  • 11/2 chávena de puré de beterraba
  • 600 ml caldo de Legumes caseiro
  • Arroz Arborio q.b.
  • Creme vegetal q.b.
  • 1 cebola pequenina picada
  • 1 c. sopa de vinho branco
  • Tomilho
  • 40 gr queijo brie sem crosta
  • 1/2 maçã Granny Smith
  • 1 punhado de nozes picadas
  • Sal
  • Pimenta

Preparação
1. Numa taça colocar o puré de beterraba e juntar o caldo a ferver. Misturar bem.

2. No copo da bimby colocar o creme vegetal e a cebola picada e programar 5 minutos, T100, vel 1.

3. Colocar a borboleta e juntar o arroz, programar 4 minutos, vel. c. inversa, T 100º. a 1 minuto do final juntar o vinho.

4. Juntar cerca de 3/4 do caldo e programar  10 minutos, vel c. inversa, T 100º. Ir verificando se o liquido é absovido e juntar o restante caldo conforme seja necessário.

5. Juntar a maçã fatiada, reservando alguma para decorar, e o queijo e ervas. Envolver com a espátula e deixar repousar por um minuto.

6. Servir porções do risotto, polvilhar com as nozes e decorar com a maçã restante em juliana. Servir de imediato.
 

 
Bom Apetite, Su

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

1 Ano... 1 Desafio - As Participações e um singelo prémio

Desde já queria deixar o meu, muito sincero, agradecimento a todos aqueles que roubaram um pouco ao seu tempo para participarem no desafio lançado por mim.

É com muito prazer que vos apresento uma lista fantástica, variada e extremamente apetitosa de receitas saudáveis que só prova que é possível convertermos praticamente tudo em versões menos calóricas ou mais nutricionalmente ricas.
E já que vocês dedicaram se deram ao trabalho de pensar e elaborar uma receita a pensar no Suvelle Cuisine eu decidi dar-vos um pequeno, e muito singelo, prémio. Resolvi então, ao longo do próximo ano, fazer cada uma das vossas sugestões. Tentarei ser o mais fiel possível, mas ao mesmo tempo tentarei conferir um pouco do meu toque pessoal.
Espero que esta seja uma iniciativa do vosso agrado.

O meu muito obrigada a todos e parabéns pela vossa criatividade.

Luisa Alexandra
Aventuras na cozinha da Ângela
Me Francesca
Doçuras e Especiarias
Doces Experiências
Frango do Campo
Arco Iris na Cozinha
Tixismos
Marmita
Receitas para a Felicidade
Coisas Doces
Erica
Tarte de Maçã

Filipa Carmo
Tagliatelle de beterraba com molho de feijão soja e laranja
Mundo das Receitas
Feijão na Panela
Pão e Beldroegas

E Hoje para o Jantar Temos
Food With a Meaning

Anasbageri
Ananás e Hortelã
 

Coentros e Rabanetes
 

Coisas da Go
 

Eu e os Tachos


Acre e Doce



Receitas da Belinha Gulosa
 

De Cozinha em Cozinha

 

 

Panela Sem (de)Pressão



Se por acaso me esqueci de incluir alguma participação pedia que me dissessem, já que fui recebendo por vários meios e pode, infelizmente, ter-me escapado alguma.


Bom Apetite, Su