Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Feijão Branco com Espinafres e Pancetta... porque às vezes apetece


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Por vezes dá-me para isto.




Por vezes penso numa comida e não descanso enquanto não a como. E o mais estranho é que por vezes essa comida não é a típica comida que eu gosto de fazer e cozinhar.

Talvez por isso mesmo sofra de desejos ocasionais, da vontade de um prato bem mais pesado do que o usual, numa combinação diferente mas que me faça sonhar com mais.





E por vezes há que ceder às vontades e comer aquilo que realmente nos apetece, seja uma pizza inteira a transbordar de queijo, um belo prato de almôndegas com espaguete ou mesmo uma taça de feijão branco envolvido num belo molho de tomate a transbordar de um aroma que nos envolve os sentidos ao ponto de sabermos que não resistimos.




Por vezes dá-me para isto, porque uma vez não são vezes e afinal as regras existem para ser quebradas.

Ingredientes


  • 100 gr de Pancetta (ou bacon)
  • 700 gr de feijão branco cozido + 1/2 chávena da água do feijão
  • 1/2 lata de tomate pelado e partido
  • 1/2 cebola
  • 1 dente de alho
  • 1 chávena de café de vinho branco
  • 1 cenoura pequena
  • 1 embalagem de espinafres baby
  • Azeite
  • Sal
  • Pimenta
 

Preparação

1. Colocar a cebola e o alho picados num tacho com um fio de azeite e 1 chávena de café de água. Levar ao lume médio alto e deixar a cebola cozinhar.

2. Juntar a cenoura e a panceta em pedaços e deixar cozinhar por 5 minutos, mexendo ocasionalmente.

3. Numa frigideira saltear os espinafres com um fio de azeite até que murchem. 

4. No tacho juntar o tomate e deixar por mais 5 minutos. Juntar água e quando ferver adicionar o feijão.

5. Deixar apurar, temperar de sal e pimenta e juntar os espinafres. Servir.

 Bom apetite, Su


Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Salada de Arroz e Frango Escalfado... e a preguiça das férias


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É sempre assim. 

Tiramos umas pequenas férias e pensamos que vamos conseguir fazer imensa coisa. Vamos arrumar os roupeiros, vamos tratar daquelas assuntos que temos pendentes há uma eternidade, vamos imprimir as fotos para colocar nas molduras já não tão novas... enfim, vamos fazer tudo aquilo que não fizemos em meses.






Mas claro, chega o primeiro dia e pensamos "Ah... hoje descanso... faço amanhã". E depois amanhã, afinal combinamos sair com a amiga. No dia seguinte... bom... desculpa não há a não ser a da ronha, pura e simples.



A verdade é que quando menos fazemos... menos queremos fazer.

E bem haja no mínimo a vontade para fazermos um almoço leve e fresco a celebrar os fantásticos dias de calor que já antecipam o verão.





Um almoço que se saboreia ao ar livre enquanto pensamos em tudo aquilo que temos de fazer à tarde... ou não.


Ingredientes


  • 1 peito de frango
  • Arroz cozido soltinho
  • 1 chávena de ervilhas
  • 1/2 chávena de cenoura em cubinhos
  • 1 c. chá de colorau
  • 1 ramo de tomilho
  • Sal
  • Pimenta
  • 1 dente de alho
  • 1 rodela de laranja
  • Azeite e Vinagre para temperar.
 

Preparação

1. Escalfar o peito de frango numa panela com água, o colorau, o tomilho, o alho, a laranja, o sal e a pimenta. No final, desfiar e reservar.

2. Cozer as ervilhas e a cenoura não deixando que cozam demasiado.

3. Depois de tudo frio, misturar o arroz, as ervilhas e cenoura e o frango desfiado. Temperar com azeite e vinagre a gosto.

Bom apetite, Su


Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Pães tipo Pita... e o chegar a todo lado.


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Esta noite sonhei com algo que me incomodou. Não foi bem um pesadelo, mas ainda assim foi um sonho mau.





Sonhei que era o dia da mãe, e que eu estava a trabalhar. Tinha algumas tarefas em mãos mas nenhuma se parecia querer completar em breve. Estava tudo a atrasado e eu tinha timmings para cumprir. Um documento urgente para entregar e mais uma ou outra tarefa da qual outros colegas dependiam.

E eu ía vendo as horas passarem e lembrava-me de que o meu pequenito estaria em casa à minha espera e que eu ainda tinha de passar na florista para comprar flores para a minha mãe.
Sentia-me angustiada. O tempo passava cada vez mais depressa e eu simplesmente não conseguia terminar o trabalho.
Sentia que não iria conseguir fazer nada. Não conseguiria terminar o meu trabalho, não conseguiria ir à florista... não conseguiria chegar antes do meu bebé ir para a cama.





Era um sentimento deveras avassalador. Sentia que não conseguia chegar a todo o lado. Acordei do sonho mas por incrível que pareça a sensação permaneceu.
Talvez porque na verdade eu sinta que muitas vezes não consigo chegar a todo lado. Não consigo fazer a 100% todos os meus papeis. E isso assusta-me e deixa-me triste porque queria muito conseguir.

Mas creio que a vida é assim mesmo e, por muito que me custe, a verdade é que não posso passar a vida angustiada por não conseguir fazer tudo aquilo que gostaria.






Tal como não pude ficar angustiada por constatar que aqueles que supostamente deveriam ser uns finos e belos Pães Pita, resultaram nuns pães fofos que de Pitas... só mesmo a forma.
A verdade é que ainda que não tenha resultado na perfeição que eu idealizei, o resultado final foi muito bom e não deveria ser ignorado.

Tal como não devo e não posso ignorar aquilo que consigo fazer bem... mesmo que não seja aquilo que eu acharia que deveria ser.

Ingredientes


  • 3 3/4 c. chá de fermento seco
  • 2 chávenas de água morna
  • 1 c. chá de açúcar
  • 1/4 chávena de óleo
  • 1 c. chá de sal
  • 5 chávenas de Farinha de Trigo
 

Preparação

1. Colocar os ingredientes liquidos na cuba da Máquina de Fazer Pão e acrescentar o fermento seco e o açucar. Introduzir a farinha e o sal. Ligar a máquina no programa massa.

2. Pré-aquecer o forno nos 200º.

3. Retirar a massa para uma superfície enfarinhada e dividir em 6 porções. Formar discos e colocar num tabuleiro de silicone de ir ao forno. - Para os pães pitas deverá dividir a massa em 16 porções e prosseguir.

4. Levar ao forno até que cresçam e fiquem ligeiramente tostados.


Recipe original aqui

 Bom apetite, Su


Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Crumble de Tomate... e as decisões pelo coração


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Há decisões que devem e têm de ser tomadas por impulso

Não podemos dar-nos ao luxo de pensar demasiado nos quês, porquês e para quês. Há que avançar por instinto e pelo que o coração nos pede. 




Por vezes há que agarrar a coragem que por vezes esquecemos ter e saltar para aquele barco em particular, acreditando que nos segurará ainda que balance e que no final nos levará à margem do rio onde o mundo será melhor e mais vibrante. 






Não podemos pensar e repensar todos os “se’s”… “e se o barco não aguentar o nosso peso?”, “e se o barco tiver problemas?”, “e se a margem que nos espera for, afinal, algo que na realidade não queremos” 
Tendencialmente as respostas a todas essas perguntas são aquelas que nos fazem não querer arriscar, que nos fazem ter medo de decidir e de ir em frente. 





 Mas a verdade é que por vezes há que simplesmente não pensar. Arrisca-se. Decide-se. E já está!

É que depois da decisão tomada resta-nos apenas, a nós próprios, garantir que essa foi a decisão acertada.

Ingredientes


Crumble
  • 1 1/2 chávena farinha
  • 2 c. sopa queijo mozarella ralado
  • 1 c. sopa cheia de creme vegetal frio
  • 1 c. chá de sal
 Recheio
  • 12 a 16 tomates cherry
  • 1 c. chá de sal
  • 3 c. sopa de mozarella ralado

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200º

2. Colocar os ingredientes do crumble num processador e pulsar até que se formem grumos de massa.

3.  Colocar os tomates inteiros num tabuleiro de forno e espalhar o queijo e polvilhar com o sal.  Tapar com o crumble uniformemente.

4. Levar ao forno por cerca de 40 minutos.

 Bom apetite, Su


Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Os Bagels perfeitos... ainda que imperfeitos


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A nossa tradição do brunch ao fim de semana iniciou-se assim que começámos a viver juntos. É uma daquelas importações estrangeiristas para a nossa vida que acolhemos de bom grado e que se adequa perfeitamente aos nossos gostos e modo de vida. 



Sair de casa a meio da manhã e rumar a um dos nossos sítios de eleição, sem trânsito ou horas para chegar é daquelas coisas que antecipamos avidamente durante a semana. 
Ele é mais ovos mexidos com espargos, eu sou mais Iogurte com fruta e muesli. Mas ambos nos perdemos, de forma idêntica, pelos bagels torrados com manteiga e doce. 





Mas infelizmente estes meninos não se encontram com facilidade, ou pelo menos não a versão verdadeira e mais semelhante ao original que se encontra do outro lado do Atlântico. 

E como é óbvio, eu não poderia não tentar reproduzir receita atrás de receita até me contentar com uma que fizesse jus aqueles que são os meus círculos favoritos de pão. Acreditem que as tentativas foram muitas, com resultados que foram desde a pedra ao esponjoso, passando pelo não comestível de todo. 




E eis que finalmente a encontrei. Esta é a receita que me enche as medidas. Devo dizer que mal pude parar de comê-los assim que os fiz, e de uma fornada de seis… sobraram apenas dois para congelar. A textura é irrepreensível e o sabor perfeito. 




A técnica porém, ainda deverá ser afincadamente treinada, pois o resultado não igualou os círculos simétricos com buraquinhos perfeitos que são os verdadeiros bagels. E ainda que o verdadeira brunch seja mais apreciado fora de casa, eu cá sou apologista de que os brunchs também podem ser feitos ao jantar…

Ingredientes


  • 3 3/4 chávenas de Farinha
  • 1 1/4 chávena de água quente
  • 1/4 chávena de creme vegetal 
  • 2 c. sopa de açucar
  • 1 c. chá de sal
  • 1 c. chá de fermento seco
  • sementes de sésamo
 

Preparação

1. Colocar os ingredientes liquidos na cuba da Máquina de fazer pão, seguidamente dos secos. Programar para amassar.
(Em alternativa, amassar à mão durante alguns minutos até obter uma massa com consistência elástica)


2. No final retirar a massa para a bancada enfarinhada e dividir em porções. Formar discos de massa, fazendo um buraco no meio e deixar repousar por mais 15 minutos.

3. Colocar uma panela larga com água e 1 colher de sopa de açucar ao lume e quando ferver baixar um pouco. Colocar os bagels, alguns de cada vez e deixar cozer cerca de 1 minuto de cada lado, virando com cuidado - os bagels devem flutuar na água.

4. Remover com uma escumadeira e colocar num prato onde estejam as sementes de sésamo e dispor num tabuleiro de forno.

5. Levar ao forno a 200º cerca de 17 a 20 minutos.


 Bom apetite, Su

Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Polenta no forno com Ricota e Grelos


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Como já muitos de vós podem ter notado, a grande maioria das receitas que por aqui vou partilhando são receitas que essencialmente são fáceis e rápidas de fazer, independentemente do modo como possam estar apresentadas.  




A verdade é que, sendo uma mãe trabalhadora, empresária nos tempos livres e ainda bailarina, o tempo que me resta muitas vezes acaba por ser limitado. Não vou mentir, o facto é que muitas vezes as refeições consistem em algo prático que possa ser colocado na panela e ir cozer para o lume ou para dentro do forno ou, ainda em alternativa, são feitas pelo chef maravilhoso que vive lá em casa { o que tem barba e não pratica ballet}   




Outras vezes consigo indagar e inspirar-me para conseguir soluções que sejam apelativas e saborosas mas rápidas e práticas de confecionar. Sejamos honestos, quando se chega a casa por volta das 19h/19h30 da tarde e o nosso filhote se deita às 21h, não queremos, não podemos e nem devemos sequer gastar 1 hora do nosso tempo a preparar uma refeição. Aos fins de semana essa até pode ser uma realidade bem vinda, mas não durante o dia a dia atarefado da semana.   





E assim surgem as receitas que, apesar de à primeira vista poderem parecer complicadas e difíceis, são na realidade muitas vezes confecionadas em menos de nada. São receitas adaptadas às mulheres dos tempos que correm, atarefados e com escassez de horas, que nos libertam para poder apreciar o prato e ainda brincar e saborear também os outros momentos que não são e nem podem ser passados na cozinha. 


Ingredientes


  • 1 molho de grelos
  • 1 embalagem de ricotta
  • 3 c. sopa Queijo Grana Padano 
  • Sal
  • Pimenta
  • 3/4 chávena de Sêmola de Milho (Polenta)
  • 4 chávenas de água
  • 1 c. chá de creme vegetal
  • 1 fio de azeite
  • 1 dente de alho
 

Preparação

1. Numa panela colocar a água a ferver com sal e adicionar cuidadosamente a Sêmola de Milho. Mexer um pouco até engrossar e baixar o lume. Deixar cozinhar por 30 minutos mexendo ocasionalmente.

2. Entretanto saltear os grelos com um fio de azeite e o alho picado. No final deixar arrefecer e juntar a ricotta envolvendo bem. Temperar de sal e pimenta.

3. Quando a polenta estiver cozinhada, juntar o creme culinário e 2 c. sopa do queijo e mexer. Deitar metade do preparado num tabuleiro de forno e por cima espalhar os grelos com a ricota.  Cobrir com o restante e por cima deitar o restante queijo ralado.

4. Levar ao forno até dourar. Deixar arrefecer um pouco antes de servir para que a polenta comece a solidificar 

 Bom apetite, Su



Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

Folar de Mirandela... porque a tradição ainda é o que era.


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Bem sei que esta não é a receita típica deste blog. Mas dias não são dias e este é de facto um ícone da minha infância e da minha família. E por isso não podia deixar de partilhar a experiência de o ter feito pela primeira vez.






Claro que feito pela minha avó, amassado nas bancadas enormes pelas mãos de quem realmente tinha o toque e o jeito e cozido naqueles magnificentes fornos a lenha, é algo que nunca conseguirei reproduzir.

Ainda assim, para quem está longe da aldeia, numa cidade em que já nem se sabe o que são as tradições, conseguir aproximar-me de algo que sempre esteve presente na nossa mesa pela altura da Páscoa, é algo verdadeiramente compensador e gratificante.





É um pouco uma sensação de alivio também por saber que, ainda que a distância seja grande, ainda que nunca mais possa comer um destes feito pela verdadeira Padeirinha, agora sei que não irei perder um sabor único que tantas recordações me traz.





E este folar não é como mais nenhum folar que possam comer. Este folar não é doce, mas salgado. Leva carnes e ainda que a maioria das pessoas {como eu} não as coma e na verdade gostem mesmo é do pedaço da massa molhado e salgado do onde elas estão, elas devem ser de muito boa qualidade e devem ser as que resultam da matança do porco.

Lembro-me de o comer com a minha mãe, prima  e tias à beira da lareira com uma bela caneca de café com leite e muito pouco se compara com aquele sabor {não sei porquê, mas a generalidade dos homens não são fãs deste folar}.




Ao pequeno almoço, almoço, jantar ou ceia o Folar da Páscoa faz as delicias de quem não esquece a tradição.  

Ingredientes


  • 1 Kg de Farinha
  • 10 ovos caseiros
  • 1 chávena de óleo
  • 100gr margarina
  • 2 c. chá de sal
  • 1 saqueta de fermento de padeiro seco
  • 1/3 chávena água morna
  • Carnes para rechear (presunto, chouriço, paio)

Preparação

1. Dissolver o fermento na água morna. 

2. Na cuba da MFP colocar os ovos, água com fermento, margarina, farinha e sal. Ligar o programa massa e deixar amassar.

3. No final retirar para a bancada enfarinha e voltar a amassar à mão. Formar uma bola e deixar levedar 1 hora.

4.Dividir em 2 porções e achatar cada uma numa bola. Colocar numa forma untada com azeite um dos discos e achatar com os dedos. Rechear com as carnes e cobrir com a outra porção.

5. Deixar levedar por mais 30 minutos. Levar ao forno pré-aquecido a 200º cerca de 40 minutos. Testar com uma faca até ao fundo para ver se está cozido.